ITABIRA (MG) – A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que apurou a prática de crime de registro não autorizado da intimidade, previsto no artigo 216-B do Código Penal, ocorrido em uma clínica de Itabira. O caso foi investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).
A investigação teve início após uma mulher de 28 anos denunciar que, durante a realização de um exame radiológico admissional, percebeu um aparelho celular escondido no bolso de um jaleco, posicionado de forma estratégica para registrar sua nudez. O dispositivo pertencia ao técnico responsável pelo exame, um homem de 46 anos.

Durante as apurações, foram colhidos depoimentos da vítima e de testemunhas, além da produção de um laudo pericial considerado robusto. A perícia digital no aparelho apreendido identificou vídeos que mostram o investigado preparando o equipamento para realizar as filmagens antes da entrada das pacientes na sala de exame.
Segundo a Polícia Civil, a análise do conteúdo revelou que a prática era recorrente. Diversos vídeos foram encontrados no dispositivo, indicando que, pelo menos, cinco mulheres podem ter sido vítimas do crime.
Em interrogatório, o suspeito admitiu a conduta, alegando motivações relacionadas à segurança pessoal.
O delegado responsável pela conclusão do inquérito, João Martins Teixeira Barbosa, destacou a gravidade do caso. De acordo com ele, a conduta representa uma grave violação da confiança entre profissional de saúde e paciente, além de um desrespeito à intimidade e à dignidade das vítimas.
O homem foi indiciado, e o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que irá analisar o caso e adotar as medidas cabíveis.
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