UBERLÂNDIA (MG) – A morte de um bebê de apenas 3 meses, inicialmente tratada como um possível caso de engasgamento, terminou com a prisão dos pais da criança após a Polícia Civil concluir que o menino foi vítima de agressões dentro de casa. O pai confessou ter atacado o filho e foi preso por homicídio qualificado. A mãe também foi detida, suspeita de omissão.
O caso ocorreu na madrugada de quarta-feira (3), no bairro Jardim das Palmeiras, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
Segundo o registro policial, o casal acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) relatando que o bebê teria se engasgado durante a amamentação. Enquanto a equipe se deslocava para o endereço, o pai recebeu orientações por telefone para realizar procedimentos de primeiros socorros.
Ao chegar ao local, os socorristas constataram que a criança já estava sem sinais vitais. Durante a avaliação inicial, foram observadas marcas e hematomas na região da cabeça, o que levantou suspeitas sobre a possibilidade de agressão física.
A Polícia Militar foi acionada e o pai informou que os ferimentos poderiam ter sido causados durante as manobras realizadas na tentativa de socorrer o filho. No entanto, diante das circunstâncias, a perícia da Polícia Civil iniciou os trabalhos de investigação.

O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde exames apontaram traumatismo craniano como causa da morte.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil, após o resultado pericial, o pai confessou ter agredido o bebê. Em depoimento, ele relatou que a criança chorava intensamente e que desferiu golpes na tentativa de fazê-la parar. O suspeito também afirmou que já havia praticado outras agressões contra o filho anteriormente.
Diante da confissão e das evidências reunidas durante a investigação, o homem foi preso em flagrante por homicídio qualificado. A mãe da criança também foi detida sob suspeita de omissão, uma vez que, segundo as investigações, teria presenciado as agressões sem impedir a ação.
O casal possui ainda uma filha de 2 anos. A criança foi entregue aos cuidados de familiares e o caso passou a ser acompanhado pelo Conselho Tutelar.
As circunstâncias do crime seguem sendo investigadas pela Polícia Civil.






