EM JOÃO MONLEVADE – PRF apreende 98 comprimidos de “rebite” escondidos no volante de caminhão na BR-381
JOÃO MONLEVADE (MG) - A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 98 comprimidos de uma substância conhecida popularmente como “rebite” durante uma fiscalização realizada na tarde desta sexta-feira, dia 14 de agosto, no km 355 da rodovia BR-381, em João Monlevade. A abordagem ocorreu por volta das 13h30, quando os agentes fiscalizaram uma combinação de veículos de carga formada por um caminhão-trator e um semirreboque. Durante a fiscalização, os policiais solicitaram a documentação obrigatória e o disco/fita do cronotacógrafo. O motorista informou que não sabia retirar a fita do equipamento. Um dos agentes entrou na cabine para realizar o procedimento. Durante a ação, o policial acabou tocando no volante, fazendo com que o miolo da peça se desprendesse. No interior da estrutura, foi encontrada uma sacola plástica preta. Questionado sobre o material, o motorista afirmou que se tratava de comprimidos conhecidos como “rebite”. Segundo o relato apresentado à equipe, ele teria comprado os comprimidos em Guarulhos (SP), pelo valor de R$ 50 por cartela, e faria a entrega do material para outros caminhoneiros em Ipatinga (MG). Ao todo, foram apreendidos 98 comprimidos, distribuídos em nove cartelas, algumas abertas e outras ainda fechadas.
Motorista não havia cumprido período de descanso - Durante a fiscalização, a PRF também constatou que o motorista profissional não havia cumprido os períodos obrigatórios de descanso nas últimas 24 horas, conforme previsto no artigo 67-C, § 3º, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Os chamados “rebites” são utilizados por alguns motoristas com o objetivo de reduzir o sono e prolongar o período de vigília ao volante. Conforme as informações verificadas pela equipe, o produto apreendido não possui registro válido na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O motorista, de 36 anos, recebeu voz de prisão e foi encaminhado, juntamente com os comprimidos apreendidos, à polícia judiciária em João Monlevade, onde foram adotadas as providências legais cabíveis. O conjunto de veículos foi posteriormente liberado pela empresa responsável para outro motorista devidamente indicado.










