JECEABA (MG) – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que apurou a morte de um recém-nascido, ocorrida no início de fevereiro de 2026, em Jeceaba, região Central do estado. Durante as investigações, foram reunidos elementos que indicam a participação da mãe da criança e do suposto pai nos fatos, motivo pelo qual foram indiciados.
De acordo com os levantamentos, a investigada e o namorado tinham conhecimento da gestação desde o início e teriam manifestado a intenção de não prosseguir com a gravidez, realizando tentativa de aborto, sem êxito. No decorrer da gestação, a mulher ainda teria apresentado exame com indícios de adulteração, com o objetivo de ocultar os fatos de familiares.
Ainda conforme apurado, com aproximadamente 42 semanas de gestação, o parto ocorreu sem assistência médica, realizado pela própria investigada. Após o nascimento, ela teria utilizado fita adesiva para impedir o choro do recém-nascido e o colocado em uma mochila.
Em razão de hemorragia decorrente do parto, a mulher foi encaminhada ao hospital, e o bebê — que, segundo laudos periciais, nasceu com vida — foi localizado morto horas depois por terceiros que procuravam roupas para a investigada.

Prisão e indiciamento – A mulher teve a prisão preventiva decretada no início deste mês e foi indiciada por tentativa de aborto, falsificação de documento particular, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
O outro investigado também foi preso preventivamente após representação da PCMG e decisão judicial favorável, sendo indiciado como partícipe da tentativa de aborto e da falsificação de documento particular, assim como coautor por omissão do crime de homicídio.
Com a conclusão dos trabalhos investigativos, o inquérito foi remetido ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
Fonte: Polícia Civil de Minas Gerais







