JOÃO MONLEVADE (MG) – O vereador Bruno Nepomuceno Braga, o Bruno Cabeção, formalizou denúncia ao Ministério Público após receber relatos de moradores que estariam sem atendimento regular de entrega postal em João Monlevade. Segundo as informações encaminhadas ao gabinete, aproximadamente 45 residências localizadas nas ruas Sebastião de Abreu Silva e Hortênsia estariam desassistidas pelo serviço.
As vias ficam em áreas urbanas consolidadas, com fornecimento regular de água, calçamento e demais serviços públicos. Ainda assim, moradores relatam não estar recebendo encomendas e correspondências, o que tem gerado preocupação, transtornos e insegurança.
Antes de formalizar a denúncia, o vereador buscou por meses solucionar a situação de maneira administrativa e institucional. Foram realizadas tentativas de contato telefônico com a coordenação da unidade local, além do encaminhamento de ofício formal solicitando esclarecimentos. No entanto, segundo o gabinete, não houve retorno.
A situação vai além da ausência de cartas. Em municípios do interior, o serviço postal é fundamental para garantir o acesso a documentos oficiais, contas bancárias, notificações, medicamentos, benefícios previdenciários e encomendas comerciais. Para idosos, trabalhadores e pequenos empreendedores, a falta de entrega regular pode significar prejuízo financeiro, atraso em compromissos e até dificuldades no acesso a direitos básicos.
“Nosso compromisso sempre foi resolver pelo diálogo. Procuramos a unidade, ligamos, levamos ofício além de tentar contato por meio de aplicativos de mensagens. Mas quando não se encontra abertura e percebe que famílias estão sendo prejudicadas, precisa agir”, afirmou Bruno Cabeção.
O vereador destaca que o problema precisa ser tratado como uma questão social, e não pontual. “Quando cerca de 45 casas deixam de receber correspondência, estamos falando de impacto direto na dignidade das pessoas. Serviço público essencial precisa funcionar para todos.”
Bruno Cabeção informou que seguirá acompanhando o caso e espera que seja respondido pelos Correios e que o atendimento seja regularizado e as famílias das ruas Sebastião de Abreu Silva e Hortênsia tenham seus direitos plenamente assegurados.





