ITABIRA (MG) – O que acontece quando a pele deixa de ser apenas um limite biológico e passa a ser o suporte de uma história? Prefeitura e o Museu de Itabira convidam a toda a população para romper preconceitos e mergulhar no universo da modificação corporal com a exposição “Corpos Marcados — quando o corpo vira obra”. A abertura será no dia 20 de fevereiro, às 19h, com entrada gratuita.
Muito além da estética, a mostra é um manifesto sobre identidade. Com curadoria de Bruna Gouveia de Aquino e assinatura do Coletivo Collab, a exposição utiliza desenhos, fotografias, vídeos e instalações para provar que a tatuagem e o piercing são, em essência, linguagens artísticas e escolhas conscientes de liberdade. Organizada em diferentes cenários, a exposição apresenta uma cronologia dos artistas, evidenciando a evolução técnica e conceitual de cada trajetória; um núcleo dedicado aos estilos de tatuagem contemporâneos; registros fotográficos e audiovisuais dos processos criativos; além de expositores históricos e técnicos que mostram a evolução da modificação corporal ao longo do tempo.
Um dos destaques é a obra coletiva, construída a partir da soma dos gestos individuais dos artistas, reforçando a ideia de colaboração e diálogo. Cada participante também apresenta um autorretrato ou obra de criação livre, reafirmando autoria, identidade e expressão pessoal. Na abertura, o público poderá acompanhar uma ação performática, concebida como gesto simbólico e pedagógico, evidenciando o processo artístico sobre o corpo vivo, de forma não invasiva e temporária, reforçando a modificação corporal como linguagem artística e processo consciente.
A exposição conta com trabalhos de Bruna Gouveia de Aquino, Lourena Costa Rodrigues, Anna Izabel Dias Drumond e Davi Citty Rosa Sá de Oliveira, além da participação de artistas convidados Ana Clara Amaro Gonçalves Silva e Gustavo Souza Gomes. “Corpos Marcados — quando o corpo vira obra” reafirma o Museu de Itabira como espaço de diálogo, diversidade e reflexão contemporânea, aproximando o público de práticas artísticas muitas vezes marginalizadas e ampliando o entendimento sobre o corpo como espaço de criação, memória e identidade.








