SÃO FRANCISCO (MG) – Uma mulher de 59 anos, foi presa pela Polícia Civil de Minas Gerais, na sexta-feira, dia 19 de setembro de 2025, suspeita de matar a própria neta de nove anos com um bolo envenenado. O crime ocorreu em julho deste ano, na cidade de São Francisco, no Norte de Minas.
De acordo com o laudo pericial, tanto o alimento quanto o organismo da criança apresentavam terbufós, substância altamente tóxica utilizada em pesticidas e agrotóxicos.
O crime – Segundo a PCMG, no dia 23 de julho, a avó paterna estava sozinha em casa com as duas netas quando preparou o bolo. A menina de nove anos, que acabou morrendo, ingeriu maior quantidade. Já a de 11 anos consumiu menos, alegando não ter gostado do sabor. Ela apresentou sintomas leves e sobreviveu.
A irmã mais velha relatou que avisou à avó sobre o estado grave da menina, mas a mulher respondeu que “não poderia fazer muita coisa” e foi tomar banho. Apenas cerca de duas horas depois, levou a criança ao hospital, onde ela faleceu.
O caso chamou atenção da equipe médica, que identificou sinais de possível envenenamento e acionou a polícia. Um gato da família, que também comeu parte do bolo, morreu. Laudo veterinário apontou intoxicação como causa da morte do animal.


Investigações – O delegado Olavo Cavalcante, responsável pela investigação inicial, afirmou que as apurações começaram imediatamente após a morte da criança. “A equipe levantou a suspeita de envenenamento, já que a vítima apresentava espuma excessiva na boca e secreção no nariz”, explicou.
Para a Polícia Civil, o comportamento da avó reforçou as suspeitas. “Ela demorou cerca de 50 minutos para prestar socorro e demonstrou pouco abalo emocional diante da morte da neta”, disse o delegado William Araújo.
A motivação do crime ainda está sob investigação. A polícia também apura se houve participação de terceiros.
Defesa – O advogado da investigada, Izabel Cardoso de Andrade, afirmou em nota que a cliente colaborou espontaneamente com as diligências e que a prisão preventiva foi uma “surpresa”. “Ressaltamos a inocência da Sra. Izabel e a desproporcionalidade da medida, visto que sua liberdade não representa risco”, declarou Raphael Simões de Moraes Neto.
Prisão – Segundo a Polícia Civil, a prisão preventiva foi pedida para garantir a ordem pública e a segurança da investigada, já que o caso causou forte repercussão na região. “As provas testemunhais e os laudos periciais indicam que a autora realmente preparou e entregou às crianças o bolo envenenado”, afirmou o delegado regional de Januária, Luiz Bernardo.
A suspeita permanece presa à disposição da Justiça.





